"Você ainda gosta de mim?"
A resposta foi sim. Depois disso um silêncio interminável.
Um quase encontro, um quase sorriso, um interminável enfim e uma infinidade de poréns e fugas um do outro.
Passou o tempo. A lembrança ficou cinza. A memória, tadinha, lembrava-se das boas coisas. O corpo deixou de sentir falta, o cheiro se desfez (amaciante é uma coisa, deixa até cheiro de sol, diz o fabricante).
Aí foi assim: veio outra e tudo de novo. Mas dessa vez sem a pergunta e o silêncio.
-"Psiu, fala baixo, não acorda o coração". Tá, tá, já estou saindo. Deixa que eu apago a luz, que a noite é bela e dorme linda.
1 comentário:
Final reeditado. Merece a homenagem, sempre.
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