
O pai aponta, diz algumas palavras com uma voz fininha e mole e olha pro filho esperando um olhar de compreensão.
O filho olha no fundo dos olhos do pai como fosse dizer algo profundo (o sentido da vida e do universo como conhecemos por exemplo), mas...nada. Balbucia alguns sons, olha pra algum lugar perto de onde o pai apontara e também aponta, esperando que o jogo fosse descobrir onde era o lugar exato que o pai havia deixado aquelas palavras.
Aponta e...nada. Tenta um segundo ponto perto do primeiro. Também não sai nada. Olha pro pai: "Mas afinal como se joga isso, pai?". O que sai são umas quase palavras molinhas, molinhas.
Afinal ele é só uma pessoa nascendo aos pouquinhos, dando seus primeiros passos em direção ao fim, sem conhecer o jogo que o pai esta tentando ensinar.
O pai aponta outro lugar, outra coisa, fala com uma voz fininha e mole e olha de novo pra ele e...nada.
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