- E a campanha, aprovada?
- Não.
- Mas o conceito era tão legal...
- De bons conceitos o inferno tá cheio. E se conceito fosse bom, ninguém dava.
- ...
(Momento patada. São parcos, mas acontecem)
Pensamentos ordinários, peripécias desimportantes, imagens inadvertidas e uma longa lista de poréns...
terça-feira, novembro 21, 2006
segunda-feira, novembro 20, 2006
terça-feira, novembro 14, 2006
Fotoato
Continuando a discussão iniciada aqui e aqui, para ver até onde vai a elasticidade e possibilidades do conceito.
domingo, novembro 12, 2006
Maçã
- Claro, além de tudo é mais seguro. Imagina, entrar no internet banking de um PC, ou baixar alguma coisa, ou mesmo ver email, vá que não é um servidor seguro...
- Além de pornografia, né?
- ...?
- Do jeito que você está falando parece aqueles sujeitos que compram a Playboy por causa da reportagem.
-...?
- Sarcasmo, meu caro Watson.
- Ah....sim...é...
- Mentira, na verdade eu estava divagando sobre a relação fetichiosa sobre os objetos de consumo e fiz um paralelo sobre o fetichismo sexual ilustrado pelas revistas de nu feminino dedicado ao público masculino.
- Sim, claro, e além disso tem aquele autor assim-assado que fala sobre tal-coisa-assim-assada (e vai bla-bla-bla e aqui eu faço link com um texto que li esses dias e que cabe perfeitamente nesse caso)
- Além de pornografia, né?
- ...?
- Do jeito que você está falando parece aqueles sujeitos que compram a Playboy por causa da reportagem.
-...?
- Sarcasmo, meu caro Watson.
- Ah....sim...é...
- Mentira, na verdade eu estava divagando sobre a relação fetichiosa sobre os objetos de consumo e fiz um paralelo sobre o fetichismo sexual ilustrado pelas revistas de nu feminino dedicado ao público masculino.
- Sim, claro, e além disso tem aquele autor assim-assado que fala sobre tal-coisa-assim-assada (e vai bla-bla-bla e aqui eu faço link com um texto que li esses dias e que cabe perfeitamente nesse caso)
terça-feira, novembro 07, 2006
Adiantado
Fiquei velho de repente.
As rugas apareceram em um rosto que mal reconheci como sendo o meu.
A barba que tinha alguns fios brancos agora era a de um senhor. Os cabelos caíram revelando a parte de cima da cabeça. A carne ficou flácida, mole, em cima dos ossos doloridos.
Comecei a repetir a rotina um dia após o outro. O medo aumentou, os cadeados e as trancas cresceram em número.
A vontade foi enfraquecendo. Parei de acompanhar a passagem do tempo, já não ligava pras novidades.
Contava histórias para não perdê-las junto com meus caminhos.
Quando nem isso me lembrava mais, adormeci. E nunca mais acordei.
As rugas apareceram em um rosto que mal reconheci como sendo o meu.
A barba que tinha alguns fios brancos agora era a de um senhor. Os cabelos caíram revelando a parte de cima da cabeça. A carne ficou flácida, mole, em cima dos ossos doloridos.
Comecei a repetir a rotina um dia após o outro. O medo aumentou, os cadeados e as trancas cresceram em número.
A vontade foi enfraquecendo. Parei de acompanhar a passagem do tempo, já não ligava pras novidades.
Contava histórias para não perdê-las junto com meus caminhos.
Quando nem isso me lembrava mais, adormeci. E nunca mais acordei.
Alinhavado
Um rolo de barbante uniu várias plantas no jardim de inverno. Uma cama de gato para os passarinhos que ali vinham bicar vez ou outra.
Outro rolo trançou as escadas, dando aos adultos que por ali transitavam, a idéia do desejo de pular em uma cama elástica e voltar de onde vinham.
Agora era a hora de ler outros dois rolos que se entrelaçavam pelo prédio afora, enrrolando objetos e criando histórias inventadas, improvisadas numa pausa, ou silenciosas mesmo.
Na porta uma história dava meia volta. A outra ia mundo afora procurando ver no cotidiano poesia nos objetos que ainda não havia enlaçado.
Um dia quente e brilhante, com muitas pessoas para inventar histórias.
Outro rolo trançou as escadas, dando aos adultos que por ali transitavam, a idéia do desejo de pular em uma cama elástica e voltar de onde vinham.
Agora era a hora de ler outros dois rolos que se entrelaçavam pelo prédio afora, enrrolando objetos e criando histórias inventadas, improvisadas numa pausa, ou silenciosas mesmo.
Na porta uma história dava meia volta. A outra ia mundo afora procurando ver no cotidiano poesia nos objetos que ainda não havia enlaçado.
Um dia quente e brilhante, com muitas pessoas para inventar histórias.
Montevidéo por Vagner
http://www.mru-vru.com/montevideo/
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