sábado, abril 28, 2007

O zen da guerra

Me deparei com esse quase risível vídeo de uma TV japonesa falando sobre armas.
Não, não sou belicista, nem tenho fetiches com armas. Mas vejam bem, esse vídeo me deixou tão calmo.
A tranquilidade do narrador falando (imagino) sobre as qualidades dos artefatos e a música new age de fundo são simplesmente uma tranquilidade.
Um ótimo exercício de antropologia visual.

sábado, abril 21, 2007

The Traveling Wilburys

No começo da década de 90 (ou final da de '80) me lembro de algum de meus amigos ter comprado um disco que tinha o George Harrison na guitarra, o Ringo Star na bateria e não era um dos Beatles.
Era uma banda que além dos dois citados acima ainta dinha Tom Pety, Bob Dylan, Roy Orbison (que fazia sucesso com o "Pretty Woman" na época) e Jeff Lynne que se revesavam nas faixas e clipes (poucos para tanto talento).
A banda tinha um som despretensioso como pouco se vê hoje em dia.
Não me lembro como a banda acabou. Seria somente clicar no meu site de buscas favorito, eu sei. Mas prefiro ficar com a lembrança assim, fugidia. Para os Wilbury Brothers e pra outras tantas coisas.







quarta-feira, abril 18, 2007

Robocop e o Aquecimento Global

Engraçado. No início dos anos 90 eu (e tenho certeza que vários de vocês) fui ao cinema assistir ao blockbuster do momento: Robocop.
Com um estilo próprio o diretor inseria uns comerciais fakes no meio do filme pra fazer algo como uma crítica a alguns temas.
Me lembro de um deles onde um comercial de bloqueador solar, com lindas loiras estilo "bay watch", vendia um produto roxo que prevenia as pessoas de desenvolverem câncer por causa dos raios ultravioletas.
Risível no mínimo.
Será?
Esse link da Folha me deixou na dúvida.Será que a indústria do consumo vai deixar passar o Aquecimento Global em branco (ou roxo, como era o caso em Robocop)

quinta-feira, abril 12, 2007

20 elefantes, incomoda, incomodam, incomodam...

Passei parte da minha infância assistindo TV. Minha mãe trabalhava dois períodos e eu sou filho único, o que me deixava o período da tarde inteiro pra fazer lição, ser mimado pela avó e assistir a Sessão da Tarde e/ou equivalente.
Como diria Jim Carrey em "Cable Guy", eu aprendi os fatos da vida assistindo ao "Fatos da Vida" (uma pena não ter nenhum programa na TV brasileira da época pra fazer um trocadilho tão bom).
Bom, auto-análise à parte, o fato é que minha formação musical foi de certa forma cunhada pelos desenhos animados. Ouço jazz e sempre lembro de Tom e Jerry, ou então me vem cenas do Pernalonga ao ouvir uma peça clássica como "Cavalaria Rusticana" ou o "Barbeiro de Sevilha ("fígaro cá!") por exemplo.
No escritório, graças a um shuffle doente do meu companheiro de função, entre um punk rock do Bad Religion e uma viagem do Queen pipocam clássicos Clássicos (aqueles onde velhos barbados, carrancudos e caricatos usando gravata borboleta regem um zoológico de instrumentos).
- Que é isso? - me assustei dia desses.
- "Abertura Solene" de Tchaikovsky.
Deus, não consigo pensar em uma trepada de elefantes em uma fábrica de sinos. No final ao invés de cigarro, Berlin é bombardeada.
Ah, se eu fosse Disney!
Que sorte dessas malditas crianças.

(update, o gol é aos cinco minutos ou lá pelo Terceiro ou Quarto Movimento. Uma versão bem menos roots da que ouvi, disponível aqui: http://www.youtube.com/watch?v=J6LY11kV444. Infelizmente: "Embedding disabled by request")