domingo, outubro 22, 2006

Acordeão

Fosse pra espantar os fantasmas ou chamar fregueses, o dono do bar tocava o instrumento em uma dimensão própria.
Sorri e com um abano de cabeça pedi licença. Com outro abano de cabeça ele respondeu sim. Fotografei, sorri e fiz menção de bater palmas (não bati por respeito à música: não se deve interromper). Ele sorriu de volta e fez menção em agradecer (também não o fez em respeito ao público: não se deve interromper). E ficou lá, soltando "Moreninha linda do meu bem querer" para o bar vazio.

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